_______________________________________E se esvai no momento seguinte...

quarta-feira, 22 de março de 2017

Civilizações civilizadas... E o caos?

E então somos civilizados

E o ápice desta afirmação é comer em mesas com nossos garfos e facas, como se a comida estivesse fazendo o favor de estar lá.

É tão bom saborear o gosto de um tomate ao mordê-lo e envolvê-lo com as mãos.
Comer um bife macio com as mãos, é um contato há muito tempo perdido. Diria mais, é até animalesco.

O caos é importante para mim, a rotina tem algo que me irrita e me desmotiva. Gosto de coisas imprevisíveis e de lidar com aquilo que me desafia. Mas nem sempre também! Estar fora da minha zona de conforto por TANTO tempo tem exigido demais de mim. Tipo, mesmo!

Achamos que somos inquebráveis, impossíveis, achamos mesmo que temos que ser como robôs quando a sensibilidade nos dá algo muito importante com o que possamos lidar: as emoções.

As emoções me fazem uma pessoa melhor e uma pessoa pior, eu me desestabilizo com algumas coisas. Sou sensível, reajo exageradamente aos problemas, e às vezes isto me prejudica.

Faz parte da vida tomar algumas decisões erradas. Faz parte da vida sofrer pelas escolhas erradas que tomamos. Mas isto não se pode tornar rotina, portanto utilizo do caos. Sim, o caos.

Ao pensar de modo que não é comum sou julgada muitas vezes como louca, sim, louca.
Apenas porque tento sempre olhar diferente para a mesma coisa. Percebi isto em uma aula de campo pelo centro da cidade. É interessante como algumas coisas que são tão importantes nos passam desapercebidas.

Civilizações são civilizadas, é isto que as torna civilizações. Mas, tá, e daí?

Muitos se esquecem do outro, muitos nem levam em conta a opinião do outro. Muitos julgam sem pensar e nem tentam entender a realidade que permeia cada indivíduo. Somos resultado do nosso meio, das nossas experiências, da nossa educação e da nossa própria luta pela verdade que está dentro de nós.

Eu não sou a maior pensadora do mundo, muito pelo contrário. Sou apenas mais uma que analisa de dentro para fora, que experimenta e anota mentalmente os resultados. Eu sofro, eu choro, eu passo mal e me desafio a seguir em frente. Muitas vezes não é fácil seguir em frente, já quis desistir de tudo por pelo menos um dia na minha vida. Já quis desistir da minha própria vida, é sério. Mas não desisti e não sei dizer ao certo o que me fez ficar e continuar, talvez tenha sido a minha extrema curiosidade que me fez perguntar: "mas como termina mesmo a minha história?". Como quando você lê um livro ruim e mal escrito (tipo Diários de um Vampiro) e mesmo assim não desiste de ler aquela história.

É mais ou menos assim que eu me sinto com a minha vida. Sinceramente, eu não acredito em mim, não acredito que eu possa conseguir fazer as coisas: meu nível de cobrança sempre foi alto demais para eu pudesse alcançá-lo, e eu fiz tudo o que eu podia, dei o meu melhor. Tirei as melhores notas que eu consegui, consegui uma bolsa de estudos em um cursinho, entrei na faculdade e me perdi, alguma coisa estava MUITO errada na minha vida, eu travei, não conseguia avançar no curso. Olhando para trás eu vejo que foi uma época muito depressiva da minha vida, mas foi ótima porque eu tinha amigos com quem dividir a minha vida, depois que desisti da faculdade passei um ano só trabalhando e decidi voltar a estudar. Nunca me arrependi de ter escolhido a Geografia, nem mesmo quando me perguntam se eu quero ser professora... (Na verdade eu já quis ser professora de Matemática). Descobri um mundo novo e a cada disciplina eu integrava mais e mais o conhecimento na análise do ambiente e das pessoas que convivem neles. Internamente em algum momento eu me perdi, em algum momento eu era apenas um robô produzindo o que me pediam para fazer: eu não tinha mais uma história interessante para contar, sequei por dentro. O meu objetivo sempre foi claro, e eu sempre deixei claro para todos que estão ao meu redor: meu objetivo, dentro de no máximo 2 anos, é me formar.

A primeira e última cerimônia de formatura que eu fiz foi a formatura da pré-escola, foto que com certeza estará lá quando eu me formar, obtendo a graduação em Geografia.

Todos as minhas escolhas me levaram por caminhos que me fizeram chegar aqui, todos os empregos que estive me fizeram chegar aqui. Sei que às vezes patino profissionalmente em escolhas que não me favorecem, muito pelo contrário. É como se fosse um vício de querer fazer com que tudo fique pronto na hora que precisa e eu me esforço ao máximo para entregar algo que talvez não tenha tanta importância no momento. Um comportamento meio "quando a água chega no pescoço é que começo a nadar", e o medo de me afogar chega a ser sufocante.

Ultimamente tenho me sentido à beira de um colapso mental e físico: estresse a cada dia pior, e meus finais de semana o meu único compromisso é recarregar as energias para sobreviver à mais uma semana.
Estou me sentindo desgastada, sobrecarregada... Tonturas, visão turva, dores musculares, dores de cabeça e taquicardia tem sido minhas companheiras nos dias de semana.

Escrito em 13/04/2014.

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