Era mais um dia normal...
Lá estava eu visitando mais um templo esquecido de alguma civilização perdida, descobrindo portas secretas (que não eram mais tão secretas assim), olhando para as pessoas vindo e voltando, prestando atenção na praça de alimentação que fizeram nos fundos do templo. Quando, de repente o vi, um portal em que senti uma presença divina, feito de toras de madeira, com algum escrito que eu não sabia o que era, ele emoldurava aquelas montanhas verdes, daquele verde vivo que só vemos em filmes psicodélicos... Ali tinha a vida, como eram altas e verdes as montanhas, com picos pouco angulosos e vertentes suaves.
Eu sabia que teria que atravessar por aquele portal em determinado momento, mas ainda não era a hora. Quis brincar no vale, pulando no rio que estava além do que meus olhos enxergavam, quis subir no pico da montanha mais alta para estar em paz comigo mesmo, ouvindo o som do vento e do silêncio.
Voltei para a entrada do templo e vi estradas de pedra que percorriam outros locais ali perto, em que se poderia ficar um tempo a sós com todos os seres vivos...
Assim, eu acordei com uma sensação boa e levemente triste, queria estar do outro lado do portal, mesmo que por alguns segundos...
E se esvai no momento seguinte...
terça-feira, 7 de fevereiro de 2017
quinta-feira, 28 de abril de 2016
Inka-trip foda!
Há exatamente três anos atrás fiz um post no Facebook sobre a Viagem que apelidamos carinhosamente de "Inka-trip". Com um total de 18 dias saindo de Erechim - RS percorremos muitos quilômetros passando pela Argentina, Chile e Peru. Conhecemos algumas cidades sensacionais como as salinas de Jujuy na Argentina, San Pedro de Atacama no Chile; Lima, Cusco, Puno no Peru. Esse é um resumo das aventuras que vivemos. Segue o breve relato feito há 3 anos atrás no Facebook e alterado nessa postagem:
"E um dia você vê que todo o esforço para estar em outro país, com outras pessoas, em outra realidade compensa. Toda a experiência vivida é enriquecedora! Ficar na frente do computador não te muda em nada, talvez na forma física só: você tende a ficar redondo...
Bom mesmo é passar fome na estrada, sofrer com os efeitos da altitude, sentir como é -15ºC na pele e ainda nadar em uma piscina natural termal. É quase não dormir por vários motivos e no ônibus finalmente dormir como se não houvesse amanhã. Aliás, o ônibus é um ótimo lugar para se fazer uma festa memorável, porque não? (Desculpas ao pessoal que não curtiu e toda a azucrinação envolvida! =/)
É ótimo poder ver a evolução da paisagem ao longo do caminho, os paradigmas locais. Também é muito bom festar, comer muito gastando pouco, afinal não se sabe quando poderá almoçar ou jantar dignamente de volta. Assim, participa-se da roda de samba aleatória e faz capoeiragem nos lugares mais inusitados, como nos Geisers de El Tatio no Chile, né Raquel?
Gostoso de viajar é cantar no chuveiro, é dançar salsa com um porto-riquenho, é aprender mais sobre Lima conversando com um peruano, é pegar ônibus bem louco em um lugar desconhecido com o grupo de pessoas que faz sua viagem ser melhor, como o Rudinei, Ulisses e Alexandre!
Aprendemos a renovar a fé na humanidade com anjos em forma de gente que nos salvam de perrengues que ocorrem, como em Lima em fomos ao ponto de encontro errado e graças a um casal de peruanos achamos o lugar correto.
Conforme a viagem passa temos reconhecer que o mau-humor era apenas fome e pedir desculpas, Lucas que sabe como é né? Recomendo ficar em hostel, como o Puriwasi em Lima, em que dividimos o quarto com amigos colombianos. Saia para descobrir a rede de fast-food local e quem sabe se apaixonar por eles. Como um bom turista, aproveite e prove os pratos típicos, os temperos e as bebidas.
Assim, ao se inserir no local, se sentir cada vez mais em casa até ter que partir novamente. Sempre tem aquele que precisa ligar para a embaixada como o Ulisses, aqueles que vai tirar 3 mil fotos como o Dan. Nos passeios turísticos também rola muita sedução, afinal quem nunca quis ganhar um beijo de um lhama chamado Paco, né Perla? Mas também rola muitos dons artísticos como o Mauricio provou ao pegar emprestado o violão do cara que trabalha na noite e arrasar.
Sempre tem aqueles loucos que fazem uma rave na aduana como eu e o Pablo (qual era o DJ mesmo?). Há aqueles bons exemplos como a Marjana que colocou seus medos à prova e conseguiu vencer, aqueles que não tem medo de tempo ruim e vêm lá de longe para curtir uma viagem foda como a Eveline e Alexandre. Todas essas experiências fazem a gente se sentir no topo do mundo, como o cume do Wayna Picchu ou Huayna Picchu e apreciar a vista recompensadora com ótimas companhias.
Bom mesmo é se apaixonar pela vida e pelas pessoas que fazem do nosso mundo um lugar melhor! E poder dizer: PORRA! EU fiz uma trip foda pra caralho! Saudades de todos e muito obrigada por tudo! Vocês são foda!"
Eo textão continua nos comentários:
"É ganhar no cassino! Kinsey
É representar o Paraná: Suzana
É fornecer o rabo quente pra quem precisa, Gessica
É superar todos os problemas e não deixar de ser diva: Mariana
É não dizer uma palavra mas entrar na brincadeira: Guilhermo
Eveline Montiel diz: É ficar ansiosa na frete do pc esperando as fotos da galera pra poder comentar e matar um pouco essa tal de saudade!!!! <3
É se atrasar um poucomuito: Petter =P
É se molhar: Carol
É oferecer café pros inka amigos: Murad
É presidir um bando de loucos: Shaiane
É conversar com o motorista: Ivete, Cleiva, ...
É brincar de forca no trem para Machu Picchu: Adriana e Vinícius
É abrigar gentilmente desconhecidos em sua própria casa: Delmires
É apreciar cada gole do chopp: Rosana
Mariana Aita Dadda: Lindo, Vidoto! Adorei a tua sensibilidade. Foi cada detalhezinho desses que tu citou que tornou a viagem inesquecível!
Kinsey Pinto: .demais! Eu, hein!?
Rosana Soares: Verdade Mariana,cada detalhe... Quase chorei aqui Aline!!! Mas acrescentaria, é pegar uma carteira e não se dar por conta que essa não é sua!
Delmires Frigotto: Valeu, lindo !!
Aline Vidoto: Mauricio Chaves Favor passar as musicas andinas
Alexandre Sabino: Mauricio Chaves o nosso Dj Andino! Ei Aline Vidoto ficou muito massa, se garantiu nos detalhes!
Ulisses Arrieche: Chorando litros! *-* vomitando arco-íris wiphala!<3 é muito amor!
Lucas Linhares mto amor, mta parceria, mtas world's trip pela frente! <3 vc tchuquinha querida!
Mauricio Chaves Pen drive não encontrado! Começarei a postar diariamente links do youtube para todos apreciarem este ritmo contagiante que é a musica andina! Bj no coração de todos!
Perla Couto muito bonitinho Aline Vidoto... ato de sensibilidade!
Rudinei Cella Aline Vidoto sua demonia.... sem demagogia, TU ME FEZ CHORAR!!!!!!!! amei cada linha, cada detalhe, cada lembrança, cada um d vcs!!!! lindo lindo lindo"
Deste modo termino esse breve relato sobre a viagem mais foda que já fiz até hoje!
Bjs me liga!
"E um dia você vê que todo o esforço para estar em outro país, com outras pessoas, em outra realidade compensa. Toda a experiência vivida é enriquecedora! Ficar na frente do computador não te muda em nada, talvez na forma física só: você tende a ficar redondo...
Bom mesmo é passar fome na estrada, sofrer com os efeitos da altitude, sentir como é -15ºC na pele e ainda nadar em uma piscina natural termal. É quase não dormir por vários motivos e no ônibus finalmente dormir como se não houvesse amanhã. Aliás, o ônibus é um ótimo lugar para se fazer uma festa memorável, porque não? (Desculpas ao pessoal que não curtiu e toda a azucrinação envolvida! =/)
É ótimo poder ver a evolução da paisagem ao longo do caminho, os paradigmas locais. Também é muito bom festar, comer muito gastando pouco, afinal não se sabe quando poderá almoçar ou jantar dignamente de volta. Assim, participa-se da roda de samba aleatória e faz capoeiragem nos lugares mais inusitados, como nos Geisers de El Tatio no Chile, né Raquel?
Gostoso de viajar é cantar no chuveiro, é dançar salsa com um porto-riquenho, é aprender mais sobre Lima conversando com um peruano, é pegar ônibus bem louco em um lugar desconhecido com o grupo de pessoas que faz sua viagem ser melhor, como o Rudinei, Ulisses e Alexandre!
Aprendemos a renovar a fé na humanidade com anjos em forma de gente que nos salvam de perrengues que ocorrem, como em Lima em fomos ao ponto de encontro errado e graças a um casal de peruanos achamos o lugar correto.
Conforme a viagem passa temos reconhecer que o mau-humor era apenas fome e pedir desculpas, Lucas que sabe como é né? Recomendo ficar em hostel, como o Puriwasi em Lima, em que dividimos o quarto com amigos colombianos. Saia para descobrir a rede de fast-food local e quem sabe se apaixonar por eles. Como um bom turista, aproveite e prove os pratos típicos, os temperos e as bebidas.
Assim, ao se inserir no local, se sentir cada vez mais em casa até ter que partir novamente. Sempre tem aquele que precisa ligar para a embaixada como o Ulisses, aqueles que vai tirar 3 mil fotos como o Dan. Nos passeios turísticos também rola muita sedução, afinal quem nunca quis ganhar um beijo de um lhama chamado Paco, né Perla? Mas também rola muitos dons artísticos como o Mauricio provou ao pegar emprestado o violão do cara que trabalha na noite e arrasar.
Sempre tem aqueles loucos que fazem uma rave na aduana como eu e o Pablo (qual era o DJ mesmo?). Há aqueles bons exemplos como a Marjana que colocou seus medos à prova e conseguiu vencer, aqueles que não tem medo de tempo ruim e vêm lá de longe para curtir uma viagem foda como a Eveline e Alexandre. Todas essas experiências fazem a gente se sentir no topo do mundo, como o cume do Wayna Picchu ou Huayna Picchu e apreciar a vista recompensadora com ótimas companhias.
Bom mesmo é se apaixonar pela vida e pelas pessoas que fazem do nosso mundo um lugar melhor! E poder dizer: PORRA! EU fiz uma trip foda pra caralho! Saudades de todos e muito obrigada por tudo! Vocês são foda!"
E
"É ganhar no cassino! Kinsey
É representar o Paraná: Suzana
É fornecer o rabo quente pra quem precisa, Gessica
É superar todos os problemas e não deixar de ser diva: Mariana
É não dizer uma palavra mas entrar na brincadeira: Guilhermo
Eveline Montiel diz: É ficar ansiosa na frete do pc esperando as fotos da galera pra poder comentar e matar um pouco essa tal de saudade!!!! <3
É se atrasar um pouco
É se molhar: Carol
É oferecer café pros inka amigos: Murad
É presidir um bando de loucos: Shaiane
É conversar com o motorista: Ivete, Cleiva, ...
É brincar de forca no trem para Machu Picchu: Adriana e Vinícius
É abrigar gentilmente desconhecidos em sua própria casa: Delmires
É apreciar cada gole do chopp: Rosana
Mariana Aita Dadda: Lindo, Vidoto! Adorei a tua sensibilidade. Foi cada detalhezinho desses que tu citou que tornou a viagem inesquecível!
Kinsey Pinto: .demais! Eu, hein!?
Rosana Soares: Verdade Mariana,cada detalhe... Quase chorei aqui Aline!!! Mas acrescentaria, é pegar uma carteira e não se dar por conta que essa não é sua!
Delmires Frigotto: Valeu, lindo !!
Aline Vidoto: Mauricio Chaves Favor passar as musicas andinas
Alexandre Sabino: Mauricio Chaves o nosso Dj Andino! Ei Aline Vidoto ficou muito massa, se garantiu nos detalhes!
Ulisses Arrieche: Chorando litros! *-* vomitando arco-íris wiphala!<3 é muito amor!
Lucas Linhares mto amor, mta parceria, mtas world's trip pela frente! <3 vc tchuquinha querida!
Mauricio Chaves Pen drive não encontrado! Começarei a postar diariamente links do youtube para todos apreciarem este ritmo contagiante que é a musica andina! Bj no coração de todos!
Perla Couto muito bonitinho Aline Vidoto... ato de sensibilidade!
Rudinei Cella Aline Vidoto sua demonia.... sem demagogia, TU ME FEZ CHORAR!!!!!!!! amei cada linha, cada detalhe, cada lembrança, cada um d vcs!!!! lindo lindo lindo"
Deste modo termino esse breve relato sobre a viagem mais foda que já fiz até hoje!
Bjs me liga!
sexta-feira, 8 de abril de 2016
Moullinex - Darkest Night
One night to be alone
fading shapes
cannot take me home
to you
this darkest night
on my own
face the cold
you cannot take me home
with you
come and fill the room
with your soft perfume
the lift is broken down
a place for me to drown
nothing's on tv
no mobility
I'm singing a song
for you and me
fading shapes
cannot take me home
to you
this darkest night
on my own
face the cold
you cannot take me home
with you
come and fill the room
with your soft perfume
the lift is broken down
a place for me to drown
nothing's on tv
no mobility
I'm singing a song
for you and me
segunda-feira, 31 de agosto de 2015
Cap 17 - Tim
Mesmo com a ajuda de Tim as minhas esperanças foram jogadas no lixo. Giuseppe não se casou com a sua noiva prometida, não se casou comigo, não o vi desde que ele foi viajar para longe, com uma proposta de trabalho ele se jogou na aventura de sua vida... Soube que ele se casara com uma nativa das terras além-mar, se é que estas terras existiam!
E eu? Bom, ele me mandou uma carta curta, me agradecendo pelos bons tempos, no maior estilo: prazer fazer negócios com você! (insira o xingamento de sua preferência aqui), eu fiquei a maior parte do tempo entrevada na cama, não comia, não dormia, não sorria, tinha largado a vida e a esperança de vida. Aos poucos fui definhando, perdendo completamente as minhas forças...
Até o dia em que uma libélula entrou no meu quarto.
Fiquei observando-a com olhos distantes, a libélula posou no meu nariz e eu nada fiz. Meu olhar ficou vazio de volta e eu vi a minha história como se fosse um livro, como se fosse de outra pessoa e eu entendi. Entendi que tinha que mudar e que a libélula tinha me libertado, pela primeira vez em meses sorri! Minhas articulações estavam enferrujadas, tudo doía mas era festejado por mim. Eu estava viva! Viva!
Tim me ajudou a recuperar as forças, e sempre me fazia rir com as suas palhaçadas. Onde estaria a minha felicidade? Um dia Tim estava bêbado e me beijou, mas isto só melhorou a nossa amizade. Ele me contava dos caras com quem saía e eu ouvia atentamente enquanto curava mais um coração partido (ou deveria dizer: coração estilhaçado?). Juntei todos os pedaços e me recuperei, decidi mais uma vez partir, afinal, a estrada era irresistível.
Deliro em achar qual foi o ponto da minha jornada em que me perdi dentro de mim.
A loucura (normal que eu não era, não é?) sempre me acompanhou e às vezes até ditou o meu modo de agir.
Voltei a ter esperanças de vida, de mundo. Mas as esperanças de um amor eu deixei em algum lugar em alguma parte da viagem que era a minha vida. Senti que precisava voltar ao início, para a casa que um dia era meu ponto de referência, meu controle, minha vida, minha família. Devia uma explicação à aqueles que um dia me amaram como filha, irmã, prima. E lá fui, não foi fácil ver a decepção nos olhos dos meus pais mas enfrentei. Mesmo assim eu não poderia ficar ali por muito tempo. Minha fama chegaria até lá em algum momento, algum cliente viajante, algum boato maldoso... Não queria envergonhá-los perante à pacata sociedade hipócrita de outrora.
Não pela última vez eu parti...
31/08/2015
sexta-feira, 7 de agosto de 2015
Sem vez
Era vez
Era uma mais uma vez
Era a minha vez
E eu perdi
De novo
Era outra vez
E mais uma vez
Contei o tanto de vezes
Que o telefone
Se pôs a chamar
Mas desta vez
Não houve vez
Pois às vezes
Precisamos
Recomeçar
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