E se esvai no momento seguinte...

sábado, 4 de julho de 2026

4:10

Passam das 4 horas da manhã... Cochilei e acordei com vontade de te mandar mensagem, mas simplesmente não posso.
Cheguei no meu limite, não posso ficar mais correndo atrás de você. Claramente você não vai me escolher, mais uma vez.

Eu não tenho dúvidas de que você me quer, mas sinto que nunca será o suficiente. Quem sabe em uma outra vida ou em uma realidade paralela.

Gostaria de arrancar o meu sentimento e minhas espectativas do meu coração e da minha mente.

Você sempre terá um lugar especial no meu coração, mas não quero mais sentir a sua falta.

Eu te amo ❤️ 

domingo, 7 de junho de 2026

Com todo o meu amor...

Com todo o meu amor eu penso em você todos os dias. Espero a sua mensagem, almejo poder te tocar.

Você habita meus sonhos e desejos mais profundos. Você faz a minha vida ter mais cor, só por você existir...

Eu te amo 

Essas são as palavras que eu gostaria de te falar pessoalmente...
Mas as palavras que mais quero falar são as que se falam com o corpo, aquele beijo no seu carro. Como seu rosto ficou vermelho. O seu sorriso, ah! O seu sorriso desmonta qualquer tentativa de te afastar da minha vida.

Mês que vem fará mais de 20 anos em que nos beijamos pela primeira vez e nosso beijo recente só me fez perceber que eu só tinha deixado o que sentia guardado em um lugar escondido dentro do peito.

Os vários "e se?", os desencontros da vida, até nossas brigas, agora eu vejo com outros olhos. A gente só se queria muito, mas nunca tivemos espaço para viver intensamente os desejos e sentimentos dos nossos corações.
Quando a gente era adolescente: nossos pais interviram.
Depois a vida deu conta de nos afastar, mas volta e meia a gente sempre se reencontra. É como se tivesse algo no meu mundo que só faz sentido quando você tá nele.

No nosso recente beijo eu tive a certeza de te querer mais do que tudo e que eu estava ferrada por querer isso, não pela primeira vez. Senti vontade de chorar, uma espécie de luto por tudo o que a gente não foi e uma saudade de tudo que somos um pro outro. 
Não consigo te tirar da minha mente e nem do meu coração. Te desejo como há 22 anos atrás, com meu coração de adolescente e com o coração de adulta. É interessante que consigo ver o adolescente que vc era e consigo ver você adulto.

Hoje eu pedi 15 minutos contigo. Mas já idealizamos tanto nossos momentos que será que não partimos pra ação justamente pelo medo de nos decepcionarmos? A vida não me deu você de volta pra tirar? Ou foi exatamente isso?

Sinto que preciso desistir de você de volta, mas me sinto traindo a minha eu de 15-16 anos que era completamente apaixonada por você e descobrir que na verdade me apaixonei de volta por ti, depois desse tempo todo, como um filme de comédia romântica, talvez não tão engraçado assim...

Eu te amo e vou sempre te amar 

quinta-feira, 4 de junho de 2026

Terça-feira?

"Terça-feira?"

Essa foi a sua mensagem depois de dias...
Meu coração pulou de alegria, finalmente era a chance que eu queria!

Eu só respondi: "Topo", como se eu não estivesse empolgadíssima com a possibilidade de tornar os meus (e seus) sonhos reais.

Me preparei psicologicamente, tentei não surtar enquanto a minha vida mudava tão rápido que até tive vertigem.

Tentei afastar os pensamentos que tudo daria errado, enchi a paciência dos meus amigos falando sobre você. Lá se foi o domingo.

Segunda resolvi coisas mundanas e tive boas notícias. Eu estava muito feliz! Minha oportunidade de ter mais duas turmas de dança, tudo sendo incrível. Me preparei fisicamente com um banho premium e espiritualmente com esperanças no bolso...

Terça-feira de manhã, dou mais uma aula de dança. Foi sensacional! Espero que tenha sido tão divertido pra elas quanto foi pra mim. Mando uma mensagem "Q hrs?". Vou resolvendo a minha vida enquanto checo o celular para saber a resposta, chego em casa à noite, morta de cansaço. Começo a passar mal, acho que é pq não comi direito e bebi pouca água durante o dia. Não sinto fome, a esperança me faz continuar. Deito na minha cama, por volta de nove horas da noite, finalmente a resposta chega:

"Oi"

"Foi mals"

"Sai do trabalho agora"

E então tudo chega em mim com a intensidade de um vulcão em erupção, porém com lágrimas. Sinto a onda da bad bater e eu caí... Os pensamentos ruins vem com tudo e eu não consigo fazer nada... A sensação de ter sido deixada pra trás. Essa falta que você me faz.

Você tem a sua vida, e eu sei que, infelizmente, eu não sou parte dela. Talvez eu seja apenas um rabisco em um diário de 20 anos atrás, mas nesse capítulo eu sou só um alívio, uma esperança que tudo possa mudar pra você. Também estou em conflito, embora resoluta. Acho que nosso "e se?" vai continuar existindo, apenas dentro dos nossos corações.

Que não seja por falta de eu falar o que meu coração sente:
"Eu te amo, nunca vou te esquecer. Espero que você seja feliz."

Não, eu não estou feliz, ultimamente sinto que a minha vida acabou. Ou pelo menos a vida limitada que eu tinha. É muito estranho confiar que Deus irá fazer o chão no nosso próximo passo em cima do abismo, mas tem funcionado. Espero estar sendo guiada para uma vida plena, próspera e rumo aos meu propósito. 

Tem tantas coisas que eu queria te dizer, tantos momentos contigo que eu gostaria de estar. Talvez, essa seja mais uma coisa dentro de mim que tenha que morrer ou transcender. Talvez você ter retornado (de novo) para minha vida seja para que esse vínculo se encerre. Gosto muito de conversar com você, pessoalmente é perfeito, mas online é horrível. Gosto de reencontrar a Aline de 16 anos através do seu olhar, talvez seja ela que eu queira resgatar, afinal.

quinta-feira, 21 de maio de 2026

Lutos

Quantos lutos ainda terei que viver até reescrever a vida que eu desejo...

Sei que mudanças são benéficas, mas sinto muito por tudo que deixei para trás.
Quando Deus fecha uma porta ele abre outra melhor, mais alinhada com os nossos objetivos.

Pedi dinheiro pro universo e ele entendeu: toma rescisão rsrs 

quarta-feira, 20 de maio de 2026

Solidão

A solidão é cansativa...

É muito pacífica, inclusive 
Ninguém pra me ajudar a fazer as coisas, mas tb ninguém me arranjando quinhentas coisas pra fazer 

Às vezes eu fico muito feliz por isso 
Às vezes eu fico triste 

Quando esfria eu fico muito feliz por ter dois gatos companheiros de jornada 

Queria sentir menos dor 

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Intensidade máxima

Recentemente uma pessoa me falou que se afastou de mim pq eu sou "muito carente" e demandava muita atenção. E eu concordo em partes...
Costumo entregar a intensidade que tem aqui dentro do meu peito, muito carinho e cuidado. Quem não está acostumado provavelmente se assuste, mas eu não sou obrigada a ser pela metade só pra agradar quem é que seja, além de mim.
Essas jogos de poder e influência me fazem parecer uma pessoa muito, como se eu estivesse representando alguém totalmente entregue, e nem sempre é assim.

Aí quando eu ignoro alguém conscientemente, geralmente fico ansiosa, pq tô acostumada a entregar o melhor de mim, e não recebo nem metade. O problema, com certeza, sou eu, que por muitas vezes aceitei menos que o mínimo, mas isso está aos poucos mudando.
Não faço mais questão de correr atrás de quem não quer conversar comigo, quem não soma que suma.

Mereço mais que o mínimo, gostaria de ter ao meu lado um cara tranquilo e companheiro.
Tenho certeza que um dia chegará a minha vez, mesmo que seja eu comigo mesma.

quinta-feira, 12 de março de 2026

Plim, olha a mensagem

É engraçado que tem outra pessoa, que me deu um doce e eu não entendi o flerte, que a conversa flui maravilhosamente bem. Não fico ansiosa pq ele vai me responder. Não preciso me preocupar com o assunto morrer pq ele é interessante o suficiente para fazer renascer.

Pode ser ilusão? Sim!
Pode ser só amizade? Sim!
E tá tudo bem também.

Hoje você falou comigo, me respondeu algo que eu mandei. Sinto que não adianta mais, qualquer coisa que vc mande eu fico com pena, pq sempre tem uma história triste.
Se ontem era "perdi o emprego", hoje é "duas pedras no rim". Parece que se eu cobrar é falta de empatia. Mas você também não pergunta como eu estou, pq bb, eu estou ótima sem você. Tenho outro docinho para me fazer sorrir boba no meio do trabalho.

domingo, 8 de março de 2026

02:19

Não sei dizer exatamente quando aconteceu, mas acho que foi aos poucos.
Cada ausência sua me fazia mal, mas ao mesmo tempo, consegui focar em outras coisas. Então cada dia eu ficava menos ansiosa e doía menos, até ao ponto de eu não me importar com suas desculpas.
Cada dia era uma: trabalho, cansaço, alguma coisa mirabolante que aconteceu contigo. Sempre uma narrativa em que você fosse a vítima... Engraçado né?
Até que a mensagem veio... Em um rompante de raiva, você me culpou por uma decisão sua. Como um moleque que não tem um pingo de autorresponsabilidade.
Posso me calar, mas posso escolher não continuar...

Sei exatamente em que ponto a gente se perdeu, quando eu cobrei aquilo que era meu, quando eu finalmente impus algum limite. Quando eu me dei tanto nessa relação, que eu já não tinha mais de onde tirar recursos...

E você? Silêncio, mensagens particionadas, como se fossem microdoses de alguma droga psicodélica.
Sem pensar, você continuou me prendendo e me testando, como se eu merecesse apenas a dívida, apenas o objeto quebrado...

Sem resposta, minha mente cria vários cenários, é assim que funciona. Você já deveria saber! Posso tomar atitudes um tanto desesperadas, pq isso reflete a ansiedade que ainda tenho dentro de mim.

Sem presença, seja física ou online, não tem como eu continuar me prendendo a quem não me valoriza. Pq isso só faz eu alimentar o ciclo que eu tava antes e eu não quero mais isso... Eu mereço mais, não era o que você dizia?

Pois bem, eu também acho... Agora não queira me desmerecer, bebê... Pq estou reencontrando a minha força!

Pague o que me deve e suma. 
Me deixe em paz 🕊️ 

sábado, 21 de fevereiro de 2026

03:03

Horário clássico dos filmes de terror para o aparecimento de algum demônio ou entidade sobrenatural.

Aqui em casa não tem pq temos gatos, galera!!!! Hahahha
Estava aqui revendo algumas fotos e parece tão longe esse tempo, embora faça quase um mês que a gente não se vê de verdade. Às vezes sinto que eu estava fora de mim. Às vezes sinto vontade de fugir... Ultimamente só tenho pena de mim, por mais um luto, por mais um rolê complicado.

Quero ter a sorte de um amor tranquilo. Baseado em presença e companheirismo.

Pra uma pessoa em questão com certeza eu serei a vilã. Quando a minha intenção era das melhores, quis e ajudei o abençoado com o que eu tinha e o que não tinha, eu era a sensacional, maravilhosa. Bastou eu cobrar uma vez tudo que estava acordado que ele ia pagar (ainda dividi algumas coisas por 2) e ele sumiu.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Ocupada

"Ocupada"

É o que diz a mensagem de subnick do meu whatsapp, mas a verdade é que estou sobrecarregada de procurar por você.

Já decidi o próximo fato, mas ainda evito dar o próximo passo. É como se eu esperasse que tudo mudasse magicamente, mas eu sei que não vai. Mais um período de luto? Após tanta luta para me sentir bem... E sim, me sinto cada dia melhor comigo mesma.

Tive ajuda de algumas pessoas que me colocaram pra cima e me fizeram enxergar que eu mereço mais que palavras desconexas e respostas que nunca chegam.

Não sou a melhor pessoa do mundo, eu sei, às vezes faço coisas que não me orgulho. Sou extremamente desconfiada e quando não tenho resposta fico investigando a vida das pessoas.

Não sei o futuro que me espera, só espero que seja mais leve e feliz.
Hoje meu pai estava na casa da minha mãe, convidaram para almoçar e eu não fui, pq da outra vez não tinha comida suficiente pra mim... É como se eu não pertencesse a lugar nenhum, às vezes, me sinto muito sozinha.

Me dá vontade de me desintegrar, como um vampiro clássico ao entrar em contato com o Sol. Mas passa.

Tenho tanto pra contar e ninguém para partilhar, mas faz parte. Preciso ser mais forte sozinha...

Se vc esperava uma mensagem de esperança, lamento desapontá-lo caro telespectador kkkko

A mensagem de esperança é que o mundo acabe e eu possa comer uma pizza de quatro queijos sem passar dias mal...

domingo, 25 de janeiro de 2026

Importante

Não importa o quanto você se importa...
Algumas pessoas não querem saber de se preocupar com as coisas importantes...
Elas simplesmente não se importam...
Fico me perguntando se eu sumir, quanto tempo vão demorar para perceber?
Só espero que cuidem dos meus gatos de forma amorosa 
Tenho muita raiva de ficar ansiosa por alguém que aparentemente não se importa 
Foda-se 
Se não soma, some 
Vou ter que impor limites que eu nunca impus antes 
(Tenham velas aromáticas, elas são tão gostosas!!!)

Sempre escolham as amizades, os relacionamentos românticos só servem de gatilho pros traumas...

Não consigo ver e projetar , iche, agora não lembro mais..
Queria conseguir me machucar de verdade 
Mas não consigo sentir a dor que eu preciso 
Alguns dizem que é só falar com eles, mas eu não confio em mais ninguém.

Com gatos me deito, com gatos levanto.
Tá foda.
Tô sozinha.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Vazio

E nesse vazio ensurdecedor a noite acontece...
Os barulhos mais baixos ficam altos 
A dor aumenta e a sanidade diminui 
Respiro e choro 

Cada choro é um grito
Que dei por mim 
Pra mim 
Eu sinto 
E dói 

Dói cada palavra dita
Casa palavra não dita 
Cada toque que fui privada
Cada menos que o mínimo que eu aceitei 

E dói 
Tudo dói 
Meu cérebro derrete 
Queria ter um canudo
Pra tomar suco de cérebro 
Cheio de paranóia 

Doida 
Como as melhores pessoas que eu conheço 
Doida
Como a dor dilacerante no meu peito 

segunda-feira, 13 de outubro de 2025

Dolina

Ouço o chão rachar rapidamente e ceder embaixo dos meus pés, o buraco não é profundo e eu não me machuquei muito. Mas estou confusa e um pouco desorientada.
Grito procurando ajuda é ninguém vem, ninguém viu o que aconteceu...
Penso em uma forma de me libertar sozinha, mas o medo me paralisa.

Analiso a situação em busca de coisas que eu possa usar para me tirar dali. Celular? Descarregado. Alguma coisa em que eu possa subir? Não enxergo, pois está escuro. Ouço barulho de água embaixo de mim, talvez o chão solape outra vez. Tento rezar, mas esqueci como faz. Tento gritar e minha voz falha. O choro vem e lava meu rosto. Vejo uma luz lá em cima, trepidando tal qual a chama de uma vela. Uma explosão faz o chão tremer e um pouco de terra cair sobre mim, vejo um caminho, mas não é fácil.

Me agarro à rampa de terra, sinto minhas unhas raspando o solo, dói, mas eu não consigo soltar. Saio rolando. Em uma última tentativa, respiro, pego distância e corro o máximo que consigo, ao chegar próximo as árvores me jogo no chão. Eu finalmente estava livre! Nesse momento a terra tremeu outra vez e eu saí correndo para algum terreno mais estável. Sinto que posso desabar a qualquer momento novamente, mas continuo correndo. Chego em um rio, consigo água fresca e comida, cansada, mesmo assim me recuso a descansar. O que preciso? Para onde vou? Essas perguntas assolam a minha mente. Eventualmente o cansaço vence e eu durmo, acordo junto aos primeiros raios de Sol. A névoa sobre as montanhas desce e parece que estou em um tapete de nuvens.

Vai dar tudo certo. 

sexta-feira, 19 de setembro de 2025

E se...

Meu peito dói 
O ar não chega 
Tontura vira medo
Medo vira loucura 

Lugar, não há 
Algum que seja meu
Nesse mundo pequeno
Também seu 

E a paranóia bate
A mente gira
Cenários hipotéticos 
São uma pira

E se?
E se eu não tiver mais um lugar
E se eu não puder mais continuar 
E se não tiver mais solução pra mim 
E se essa dor nunca tiver fim?

Peço licença pra falar 
Um pouco sobre isso 
Antes que a noite caia 
Sobre as sombras do medo 

Quis continuar 
Mas já não tinha forças 
Quis fugir 
Mas já não sabia correr 
Quis dormir 
Mas só queria morrer 

E no fim, o ciclo de repete 
A dor é lacerante 
E eu não consigo mais 
Respirar tranquila 
De novo 

terça-feira, 1 de julho de 2025

E mais uma vez...

O celular vibra
Abro a mensagem 
Abro o sorriso 

Fazia tempo que eu não sorria
Com uma mensagem verdadeira 
Aquela muito esperada 

Não sei o que esperar, ao certo 
Só sei a fanfic que escrevi 
Dentro da minha mente
E com mais ninguém compartilhei 

Será que?
Não sei dizer 
Nem o que esperar 
Só sorrir 

Lembranças Difusas

Queria não mais lembrar
Do seu rosto
Queria esquecer
Dos meus erros

Essas lembranças difusas
Me confundem
E me fazem querer
Ser quem eu não sou mais

Hoje eu lembro
Com carinho
Com um pouco de desejo
Me dá vergonha até

Queria não mais sentir
Que estou em um caminho sem volta
Sem nenhuma garantia
Sem nenhuma previsão

É a vida
E aquela vontade de você?
Sonho em ser
Livre de volta para te escolher
Um pouco mais
(Seu corpo no meu)

VIDOTO, 05/07/2017.

quarta-feira, 27 de abril de 2022

Espelho estranho

Já faz algum tempo que não me reconheço no espelho, que dirá nas fotos não tão antigas em que eu apareço sorrindo e conquistando o mundo.
Sinto que aquela pessoa não sou eu, é apenas a foto de uma pessoa que se tornou uma estranha pra mim, no entanto continua sendo a pessoa protagonista da minha história: eu mesma.

Há pouco mais de um ano eu viajei para lugares incríveis, e devo dizer que a viagem em si era demais! Conheci pessoas totalmente das que convivo normalmente, curti demais, sorri demais e também chorei demais na hora de voltar.

Como história sobre coração partido faz parte, vou pular o caso como um "amor de praia" há também o "amor de viagem" e você pode deduzir o resto.

Em algum ponto eu me perdi e sinceramente, ainda estou tentando encontrar os milhões de pedaços espalhados por aí...

A cada dia mais fui me tornando mais dura, me proibindo de sentir emoções que poderiam me atrapalhar nos compromissos da vida, como trabalho e faculdade. E no semestre passado ralei tanto que consumi um pouco da minha sanidade mental. Sem contar o namoro que começou desde a virada do ano, afinal, é bom mas dá trabalho também.

Engordei cerca de 10 kg e depois de mil perguntas se eu estava grávida, as quais posso dizer que fiquei profundamente ofendida pq não posso nem engordar em paz... (Traduzido como: pq você não cuida da sua vida?). Assim tive mil crises de ansiedade, episódios de comilança pra aliviar a tensão, horríveis dores principalmente nas costas e na cabeça, desânimo, insônia, acne, baixa auto-estima, entre muitos outros.

Por causa de diversos fatores eu me fechei ainda mais na minha concha, sem pessoas com quem podia confiar para conversar eu fui cada dia mais definhando, mas continuava negando meus sentimentos. Até que um dia isto foi amolecendo de volta e eu tive crises e mais crises de choro, muito provavelmente de todos aqueles sentimentos que eu engoli a seco e que agora estão voltando cada dia mais fortes.

Cada dia é uma luta pra não cair na tentação de querer coisas que um dia irão acontecer de qualquer forma. Estou profundamente triste, na minha fase depressiva de volta, odeio estar nesta montanha-russa sentimental.

Preciso mais do que nunca de abraços, risadas, conversas informais e de piadas. Quero voltar a escrever, algo que para mim sempre foi uma terapia muito foda, e que atualmente eu tenho deixado de lado.

Quero conhecer o mundo, quero me apaixonar novamente (não precisa ser outra pessoa), quero descobrir, quero ler, quero poder brincar, quero ter a minha vida de volta, meus amigos, as pirações infinitas e as infinitas possibilidades. É tão  triste restringir seu mundo a quem tem coisas melhores para fazer, amigos melhores que você, qualquer coisa que seja melhor que a sua própria companhia...

Quero ver de volta o brilho no olhar, quero ter este brilho em meus olhos, quero ter orgulho de ser quem sou!

Mas afinal, quem sou eu mesmo?
Será que sou esta imagem distorcida do espelho mesmo?

[11/07/17 - 12:58]

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Crenças limitantes

Agora eu entrei aqui no meu blog e vi quantas postagens que estão escondidas em rascunhos e percebi que muitas vezes é assim que eu me sinto. Ocupando o papel com rabiscos e rascunhos que ninguém verá. Vivendo a minha vida pela metade e sonhando com acontecimentos que nunca irão acontecer ou que já aconteceram.

Recentemente recebi a mensagem que eu preciso trabalhar com o meu amor próprio, pois eu cuido tanto dos outros e das coisas que acabo esquecendo ou não cuidando de mim. Sinto que não me amo, quando eu desejo morrer. Sinto que não me amo quando digo sim querendo dizer não, ou quando digo não pra mim repetidas vezes. Afinal, eu acredito não merecer ser feliz, não merecer ser amada. Eu sei que isso faz parte das crenças limitantes...

A razão de várias postagens estarem no modo rascunho é que eu não quero escrever algo que não seja perfeito, não posso mostrar os meus defeitos senão ninguém vai me amar. Pois é, pareço de boas, mas por dentro estou em um turbilhão de pensamentos que limitam o meu potencial. Tudo isso com certeza irá mudar!

Ah! Quero dizer também que eu fiz um curso de Reiki I esse final de semana e foi fantástico, maravilhoso e um encontro cósmico cheio de amor ♥️

É isso aí!!
#paz

sábado, 29 de junho de 2019

Devaneios noturnos

Era uma vez uma moça que vivia em um lugar lindo, mas ela não sentia que pertencia realmente àquele lugar. Sentia-se como um peixe fora d'água, lutando para respirar em uma atmosfera que não era a dela. Buscando se encaixar, mas não encontrava seu lugar. Talvez ela fosse a peça errada de um brinquedo há muito tempo perdido. A última peça que não tinha sido guardada no guarda-roupa.

Sentia-se só, como se o mundo estivesse a engolindo de dentro por fora. Apreciara o pôr do sol e o nascer do sol, a mudança das estações, as chuvas e os eventos estelares, o ciclo das marés, a alegria do começo, a dor da perda. Mas era como se nada disso fosse realmente importante. Faltava amor universal, faltava o sorriso no rosto, aquele que antes era constante e abundante.

Mais do que só sentia-se abandonada, como se seu próprio povo tivesse ido embora e a deixado esquecida para trás...

Até que um dia seu mundo ganhou mais cor quando o conheceu... Ele, ela nunca iria esquecer, daquele brilho no olhar, a sensação da sua pele na dela, o calor dos seus beijos, a tempestade de prazer infindável que advinha de sua presença, seu cheiro, seu gosto. Parecia que nunca era o suficiente.

Ele tinha seu coração, seu desejo, sua loucura atadas à dele. Era recíproco, ela a instigava tanto quanto ele a deixava louca. Não importava o nome que tinha ou não... Era o momento deles, delicado, delicioso, delirante... Nessas horas ela sentia que poderia ser completamente ela mesma, sem medos, sem vergonhas estranhas, sem restrições. E ele sentia o mesmo.

Quando ele se foi, ela se sentiu sozinha de volta, ansiosa por encontrá-lo, nem que fosse no além ou na brevidade de um sonho. Daria tudo para sentir o gosto do seu beijo mais uma vez.

Quando chegou a sua vez, ela abraçou a morte como se fosse uma velha amiga, conversou com ela e pediu conselhos além vida. Ele a estava esperando, não pela última vez.

Como pode um mundo inteiro caber dentro de apenas um abraço?♥️

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Cap 18 - O Retorno

Fazia tempo que eu não via aquelas mesmas paisagens, aqueles mesmos rostos, sentia o cheiro de minha infância, ainda conseguia ouvir as brincadeiras que fazíamos.
Então tive que lidar com o momento que a memória mais aterrorizante que tinha vivido ali retornara para me assombrar. Ao contrário do que sempre fiz me permiti analisar com outros olhos aquela situação... Eu era apenas uma vítima, não tinha culpa pelo o que tinha me acontecido, mas eu não queria contar para a minha família, pois eles não entenderiam... Mesmo assim, contei do abuso que tinha sofrido em uma noite sem lua por algum idiota viajante, falei sobre a minha decisão de fugir, que trabalhei como mulher da vida por um tempo em um cabaré e que viajei para vários lugares e conheci muitas pessoas e paisagens, algumas maravilhosas outras nem tanto.
O nosso reencontro foi doído, houve muito choro e pedidos de desculpas, embora ninguém de minha família fosse culpado de nada; nem mesmo eu. Meu pai e meus avós já tinham morrido. Que Deus os abençoe e os guie para a luz! Perdão papai, nunca deveria ter partido.
Minha mãe estava velha e um pouco caduca, me reconheceu de primeira, mas acho que as emoções fortes acionaram o mecanismo de defesa e ela não me reconheceu mais... Devaneou contando histórias sobre a filha mais velha dela que tinha desaparecido no mundo: eu.
Se eu soubesse o quão errada eu estava por acreditar em ameaças vãs, por acreditar que eu não teria o apoio que agora consigo ver que eu teria... Talvez eu nunca estivesse partido... Talvez eu tivesse partido mesmo assim...
Mas agora não era tempo de se lamentar, já tinha sofrido muito em minha vida e feito muitas pessoas sofrerem com a minha ausência. Era o tempo de cuidar de minha mãe, como ela me cuidou quando eu nasci, era tempo de retribuir e de amar infinitamente.
Assim todas as histórias e tramas que tinha vivido pareciam apenas um sonho ruim que acabou. De qualquer forma era o que eu esperava que acontecesse, nenhum dos homens que me enganaram habitavam mais meu coração, escrevi tudo em muitas páginas de tristeza e sofrimento, li e reli até parecer que não era mais sobre mim que tudo falava e queimei. Queimei não porque estava com vergonha do passado, não. Queimei tudo pois era o único modo que fazia sentido para eu seguir em frente.
O tempo passou e minha mãe morreu, e com ela uma parte de mim! Mas agora eu sabia que era apenas mais uma parte do ciclo natural da vida, uma passagem rumo ao desconhecido. Vendemos a casa de meus pais e eu comprei um chalé no sopé da montanha, cultivava ervas e escrevia canções de amor e alegria, ou seja, tudo aquilo que eu gostaria de ter encontrado na vida e que agora estavam mais perto de mim com essa conexão mágica que tinha com a natureza, os animais e o povo que vivia perto vinha me visitar quando necessitavam de um elixir, quando uma grávida estava perto de dar à luz ou quando alguém estava para fazer a sua passagem para o mundo desconhecido de onde viajante nenhum retorna.

Escrito há muito tempo atrás, publicado em 24/10/18.